sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

"Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível."
A. Einstein

Feliz Natal!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Rodapé motivacional

"Há duas coisas que o povo não pode saber como são feitas: a salsicha e as leis"
(Dito Popular)


"Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes"
(Paulo Freire)


"Treine a si mesmo a deixar partir tudo que teme perder"
(Yoda)
[Máxima da doutrina sagrada do desapego material]

"A força de um homem não se mede pela quantidade de vezes que bate, mas pela quantidade de vezes que cai, se levanta e segue adiante."
(Dito Popular)


"Quem se gasta em palavras, raramente se gasta em ações."
(Gustave Le Bon)


"O apaziguador é o homem que alimenta o crocodilo na esperança de ser o último a ser comido".
(Winston Churchill)


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010


Semper et ubique
memento audere semper
Res, non verba
(Gabriel D Annunzio)





Sempre, e e todos os lugares
Lembra-te de ousar sempre,
Com fatos, e não com palavras.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

"Todos nós somos um pouco viramundos, ou pelo menos trazemos no íntimo uma irrealizada vocação de peregrinos, mas o que nos faz largar um pouso é a procura de outro pouso. disfarçamos com pretextos soerzes a nossa viramunda destinaçao de nômades a deambular por este mundo de deus, e nos tornamos viajantes, bandeirantes, itineirantes, emigrantes, visitantes, passantes, infantes, militantes ou tratantes."

SABINO, Fernando. O grande mentecapto.

Nessas palavras simples reside a parábola de nossas vidas.

Pensamento como Liberdade

"O cristão comum. — Se o cristianismo tivesse razão em suas teses acerca de um Deus vingador, da pecaminosidade universal, da predestinação e do perigo de uma danação eterna, seria um indício de imbecilidade e falta de caráter não se tornar padre, apóstolo ou eremita e trabalhar, com temor e tremor, unicamente pela própria salvação; pois seria absurdo perder assim o benefício eterno, em troca da comodidade temporal. Supondo que se creia realmente nessas coisas, o cristão comum é uma figura deplorável, um ser que não sabe contar até três, e que, justamente por sua incapacidade mental, não mereceria ser punido tão duramente quanto promete o cristianismo."

"Por que haverá alguém de envergonhar-se de seu corpo quando este é perfeitamente sadio e capaz de desempenhar as suas funções? Não seria verdade, porventura, que uns poucos neuróticos tivessem primeiro concebido a doutrina do pecado original para justificar as próprias neuroses e que todas as gerações subsequentes de homens normais tivessem seguido pensadores anormais como estúpidos carneiros? Não era a nossa moralidade uma fraude? Não era a felicidade o desígnio da vida? A religião, longe de ser uma aceitação é uma negação da vida."

Friedrich Nietzsche



A religião pode ser comparada a alguém que pega um cego pela mão e o guia, pois este é incapaz de enxergar por si próprio, tendo como preocupação chegar ao seu destino, não observar tudo pelo caminho.
Arthur Schopenhauer



O meu ateísmo - e digo meu porque faço dele o que eu quiser - é um ato subsersivo à dogmática religiosa que nos impõe a maneira correta de crer.
Veja bem, eu disse "a maneira correta de crer".

Não sou desacreditada das coisas metafísicas ou divinas.
Tenho fé.
Uma fé que se materializa no "parecer bom" e no "fazer o bem", e em um ser divino - digamos Deus por ser um denominação universal - que não me punirá por meus atos ruins, não se vingará quando eu errar, mas me dará amparo e inspiração.
Eu não preciso discutir isso com ninguém.

É essa a essência de boa parte das religiões, só que estas retorcem todo esse ideal de tal forma que inserem nessa caminhada diversos elementos secundários que acabam prendendo o acreditador - pois dizer "believer" não soaria modesto, e dizer "crente" soaria preconceituoso - a essas circunstâncias acessórias, motivado pelo fato de quem, cumprindo-as, estaria mais próximo do ideal "principal".

Existem os religiosos iluminados, que não usam a ideologia religiosa como fundamento de segregação, que conseguem ver por detrás das sombras da caverna e se relacionam com tantas outras pessoas que pensam da mesma maneira que a minha, ou mais simplista ou não.
A esses, as minhas saudações.

Abstraia e reflita neste post, e da mesma forma também na conclusão a seguir.
Liberte-se

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que épuro, tudo o que é amável, tudo
o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai.” — Paulo. (FILIPENSES, CAPÍTULO 4, VERSÍCULO 8.)

Todas as obras humanas constituem a resultante do pensamento das criaturas. O mal e o bem, o feio e o belo viveram, antes de tudo, na fonte mental que os produziu, nos movimentos incessantes da vida.
O Evangelho consubstancia o roteiro generoso para que a mente do homem se renove nos caminhos da espiritualidade superior, proclamando a necessidade de semelhante transformação, rumo aos planos mais altos. Não será tão-somente com os primores intelectuais da Filosofia que o discípulo iniciará seus esforços em realização desse teor. Renovar pensamentos não é tão fácil como parece à primeira vista. Demanda muita capacidade de renúncia e profunda dominação de si mesmo, qualidades que o homem não consegue alcançar sem trabalho e sacrifício do coração.

É por isso que muitos servidores modificam expressões verbais, julgando que refundiram pensamentos. Todavia, no instante de recapitular, pela repetição das circunstâncias, as experiências redentoras, encontram, de novo, análogas perturbações, porque os obstáculos e as sombras permanecem na mente, quais fantasmas ocultos.

Pensar é criar. A realidade dessa criação pode não exteriorizar-se, de súbito, no campo dos efeitos transitórios, mas o objeto formado pelo poder mental vive no mundo íntimo, exigindo cuidados especiais para o esforço de continuidade ou extinção.

O conselho de Paulo aos filipenses apresenta sublime conteúdo. Os discípulos que puderem compreender-lhe a essência profunda, buscando ver o lado verdadeiro, honesto, justo, puro e amável de todas as coisas, cultivando-o, em cada dia, terão encontrado a divina equação.

Francisco Cândido Xavier. Esp. Emmanuel. Fonte Viva. Cap. 15

terça-feira, 30 de novembro de 2010

"Não somos nós [ateus] que estamos definindo um deus e afirmando que ele não existe, nós estamos respondendo a afirmaçoes de que deus existe"

Não se trata de um terreno moralmente seguro afirmar categoricamente que Deus não existe. A ponto é questionar as afirmações que são feitas a respeito da existência de Deus.
Você acredita, com absoluta certeza, que Deus existe?
"Certeza absoluta é uma distração"
Nós não podemos saber nada com uma certeza absoluta, e tais certezas categóricas são algo que tenho fé que não existem.
Ao menos não estão no campo humano para serem constatadas, e sim, é uma perspectiva platonista.

Não há uma verdade absoluta se Ele existe ou não, mas com indagações e análises podemos chegar a verdades prováveis a respeito daquilo que nos é posto.
Não há uma verdade absoluta acerca de OVNIS, possessões em templos religiosos, exorcismos, milagres, justiça.

A verdade é que as nossas crenças nos guiam, e o que o vídeo nos ensina é que deve-se buscar a coerência entre crer no que é real e crer no que não é.
Se confio cegamente nas minhas crenças, isso me impede de refutá-las para saber se são verdadeiras ou não!
A crença pode causar-me tamanho temor que eu chegue a ter receio de indagar!
Mas se eu sigo uma crença, livre e consciente do poder de questioná-la, chegando ao ponto de ter o mínimo de crenças falsas possíveis, acredito ser um caminho certo a seguir.

Não sou extremista.
Ante a minha convicção, Deus existe e - embora eu não tenha como saber de tudo - encontro dificuldades pessoais em questionar a sua existência. Por isso construo a minha crítica a partir da religião, que materializam - cada uma - seu próprio Deus em argumentos que muitas das vezes não se consegue comprovar.




Vídeo retirado do ateus.net

sábado, 27 de novembro de 2010

"O problema mais gritante de sistemas absolutistas, como os Dez Mandamentos, é que, quando há mais de uma regra absoluta, torna-se possível o surgimento de conflitos entre elas. Assim, poderíamos perguntar se é algo apropriado assassinar para prevenir um roubo. É permitido roubar para prevenir um assassinato? Deveríamos mentir se tivéssemos uma boa razão para acreditar que a verdade faria com que o indivíduo morresse de ataque cardíaco? É apropriado mentir para evitar ser assassinado?
É lícito quebrar o sábado santo para salvar a vida de alguém? Seria correto roubarmos um carro se soubéssemos que isso evitaria que seu dono trabalhasse no sábado santo ou matasse alguém? Deveríamos honrar a vontade de nossos pais se eles nos pedissem para quebrar algum dos outros mandamentos? Deveríamos roubar nossos pais se, ao fazê-lo, talvez estivéssemos prevenindo um assassinato? Todos os tipos de dilema como esses são possíveis. (…) Isso demonstra que não podemos viver baseados em princípios absolutos e abstratos. Precisamos relacioná-los à vida e às necessidades humanas."


Frederick Edwords